Neste fim de 2011, minha filha, hoje já crescida e com quase 20 anos de idade, está dando um passo muito importante na sua vida e prestando vestibular. Ela quer seguir carreira na área de serviço social. Ao mesmo tempo, AutoData orgulha-se de ao longo destas últimas duas décadas, ter amadurecido bastante e de ter se transformado em fonte de referência empresarial e jornalística para todo o setor automotivo brasileiro.
Estes últimos vinte anos foram realmente incríveis. Profissionalmente porque todas as milhares de horas que dediquei à AutoData e ao estudo do setor automotivo brasileiro neste período foram, pelo menos para minha pessoa, muito prazerosos na maior parte das vezes. E pessoalmente porque acredito que o Brasil de hoje é muito diferente daquele Brasil em que eu vivia antes da minha filha chegar ao mundo.
Comecei a notar outro dia, quando eu e minha filha discutíamos eventuais situações que poderiam servir como base para o tema de redação do vestibular. Conversávamos principalmente sobre a crise econômica mundial e a gravidade do cenário europeu. E eu tentava fazê-la entender o que está acontecendo lá fora e, principalmente, que o Brasil, no meu ponto de vista, não será tão afetado economicamente pelos problemas internacionais, exatamente como aconteceu em 2008.
Tentei fazê-la ver que, ao contrário de Itália, Espanha e Grécia, por exemplo, que estão sendo praticamente obrigadas a trocar seus comandos políticos para tentar organizar o seu futuro, o Brasil colhe agora os frutos de quase dezoito anos de estabilidade política e econômica graças àquilo que considero como competente trabalho de dois senhores: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Cada um deles a seu tempo, tiveram o mérito de colocar o País no rumo certo, tanto em termos econômicos quanto sociais.
E isto é realmente o que eu penso! Mais dia, menos dia, a Europa vai acabar se entendendo. O mesmo vai acontecer com os Estados Unidos e sua dívida gigantesca. E tudo isto acontecendo, o mundo certamente não vai acabar, o Brasil vai continuar trilhando seu caminho de desenvolvimento e minha filha vai entrar na faculdade.
Tenho certeza que no ano que vem vou ter muito orgulho dos dois, tanto da minha filha quanto do Brasil. E sei que como pai-coruja e orgulhoso brasileiro que sou, vou viver um grande ano, repleto de alegria e prosperidade, que é exatamente o que desejo a todos neste último artigo do ano.
Artigo publicado na edição 268 da Revista AutoData, dezembro de 2011.
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